Aluno da UFOP acusa o Encontro dos Saberes de transfobia

Aluno da UFOP acusa o Encontro dos Saberes de transfobia

Na terça-feira (13), o estudante Fadí Campolina Fada, aluno do oitavo período de história da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), fez um post em sua conta no Instagram relatando uma situação de transfobia do Encontro de Saberes, evento da instituição que reúne pesquisadores, alunos e professores. 

O jovem conta que apresentou um trabalho com o grupo de estudos “GiraCampo”, do qual era bolsista na época, usando o nome de registro, o “nome morto” por falta de opção para colocar o nome social. Fadí entrou em contato com a organização do evento, que disse que procuraria resolver a situação, mas este ano, ao acessar o cadastro do encontro, ele viu que o problema permaneceu. Outra estudante comentou na postagem que o mesmo aconteceu com ela.

Aluno da UFOP acusa o Encontro dos Saberes de transfobia
Foto: Instagram

Fadí conta que já tinha ouvido relatos de outros estudantes trans de outras universidades sobre problemas envolvendo o uso do nome social e do nome de registro, mas que a sua relação com a UFOP havia sido muito tranquila até então. 

“Quando me deparei com esse ocorrido me surpreendi e não me surpreendi ao mesmo tempo. Sabia que isso é algo recorrente, mas não esperava isso do Encontro de Saberes. Não me senti excluído, mas senti que toda a comunidade trans foi excluída. Nenhum ambiente social está preparado para a gente, nem mesmo a universidade, apesar dos esforços”, afirmou o estudante ao Jornal Galilé.

O que diz a UFOP

A UFOP se pronunciou sobre a denúncia, explicando que os certificados são gerados automaticamente a partir dos dados de inscrição como estão na Receita Federal, mas afirmou que é possível solicitar um certificado com o nome social por meio do e-mail encontrodesaberes@ufop.edu.br.

A organização do evento também afirmou que, em parceria com a Diretoria de Tecnologia da Informação da UFOP, “vai tomar as providências para que, na próxima edição, seja possível já usar o nome social na inscrição do evento”.

“Se tratando do evento do porte que é o Encontro de Saberes, é uma vergonha não terem se atentado para isso antes. Isso contribui ainda mais para o abandono dos estudos que é recorrente para a população trans”, criticou Fadí.

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Com apuração de Rômulo Giacomin*

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